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Audiência Pública debate o futuro do Semasa

O Deputado Estadual Luiz Turco participou na noite de segunda-feira, dia 13, da Audiência Pública “o futuro do Semasa”, que aconteceu na Câmara Municipal de Santo André. Na ocasião, Luiz Turco falou sobre o risco da privatização e deu um breve histórico da Sabesp, destacando a abertura de seu capital e mais recentemente a aprovação de um projeto de lei que cria uma holding para exercer o controle da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

Confira a fala do Deputado Estadual Luiz Turco:

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Desde 2002 a Sabesp tem capital aberto, com ações negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo e de Nova Iorque.

E o que isso significa na prática?

Significa que, mesmo que o governo paulista mantenha a metade das ações e permaneça sócio majoritário da companhia, boa parte do lucro obtido, que poderia ser investido em saneamento, acaba sendo destinado ao pagamento de dividendos aos acionistas.

Só para se ter uma ideia, nos últimos anos a Sabesp rendeu 893% de lucro aos investidores estrangeiros, muito acima do índice da bolsa de Nova York, que não passou de 110% no mesmo período.

E essa busca pelo lucro acima de tudo fez com que os investidores travassem os investimentos em infraestrutura por anos.

Um exemplo prático para se ter uma ideia do que estou falando é que, após dois anos de um período de severa seca na região metropolitana de São Paulo (2014-2015), a Sabesp lucrou R$ 2,947 bilhões em 2016. Desse valor, R$ 823 milhões foram destinados aos acionistas da Sabesp. No entanto, os investimentos da companhia caíram  em 2016, com apenas R$ 5,3 milhões destinados a investimentos.

Como se bastasse, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a criação de uma nova empresa que irá administrar a Sabesp.

Na verdade, é uma privatização “disfarçada”.

O Projeto de Lei 659, de 2017, cria uma holding para exercer o controle da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo e buscar no mercado investimentos da iniciativa privada.

Com isso o governador Geraldo Alckmin vai na contramão de uma séria de iniciativas: de acordo com um estudo realizado por organizações europeias, desde os anos 2000, 267 locais reverteram o processo de privatização de sistemas de água e esgoto.

Além disso, Alckmin prometeu ainda mais para a turma da bolsa de valores: a criação de outra subsidiária pra cuidar de lixo, outro bom negócio para especuladores.

Ou seja: o que nosso governador quer é transformar a água e o saneamento em negócio, desconsiderando a população que é quem mais precisa desses serviços em detrimento de uma minoria que controla o capital financeiro no Brasil e no mundo.

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